Os desafios da descentralização na governança escolar: Lições aprendidas com o Programa Abrangente de Escolas do Milênio no Equador
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8300Palavras-chave:
descentralização educacional, análise de implementação, Programa de Escolas do Milênio, Equador, avaliação realistaResumo
O campo acadêmico da educação comparada destaca cada vez mais a relevância de examinar os arranjos institucionais entre governos nacionais e subnacionais, com o objetivo de identificar os fatores que impulsionam a qualidade e a equidade educacional. Este artigo analisa a experiência de um programa emblemático de infraestrutura escolar no Equador, buscando explorar essas considerações teóricas no contexto de um sistema educacional que, nas últimas décadas, passou por uma das reformas de descentralização mais significativas do mundo. A investigação empírica, que incluiu consultas a representantes de autoridades centrais, como o Ministério da Educação do Equador, além de entrevistas e grupos focais com atores regionais, evidenciou diversas tensões relacionadas à coordenação entre os níveis de governo durante a implementação do denominado Modelo Integral Unidades Educativas del Milenio (MI-UEM). Os resultados apresentados coincidem com os preceitos teóricos da literatura sobre governança educacional e com resultados de estudos semelhantes em países latino-americanos, destacando uma possível incongruência entre o discurso da descentralização e as práticas de fato, que frequentemente reconcentram o poder de decisão em autoridades nacionais. O desenho da pesquisa empregado —fundamentado na abordagem da avaliação realista— representa uma contribuição metodológica para este campo de estudo.
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