Devir professora com deficiência em programas de formação inicial de professores
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.34.8979Palavras-chave:
inclusão, formação inicial de professores, deficiência, educação superiorResumo
A formação docente para a educação inclusiva tem sido um foco central das políticas públicas educacionais, com o objetivo de fortalecer a inclusão de estudantes com deficiência no sistema educacional. Isso se traduziu no fato de que os programas de formação inicial de professores (FIP) em nível global incorporaram estratégias para preparar docentes capazes de criar ambientes de aprendizagem inclusivos. No entanto, essa formação apresenta tensões quando é vivenciada por estudantes de pedagogia com deficiência que, ao mesmo tempo em que aprendem sobre inclusão, transitam por um contexto universitário que reproduz lógicas capacitistas e noções normativas do ser docente. Este artigo explora essas contradições examinando as trajetórias universitárias de duas estudantes com deficiência em programas de pedagogia em universidades chilenas. A partir dos estudos críticos da deficiência, analisamos o “evento” do devir professora com deficiência na FIP, por meio de estudos de caso que utilizam entrevistas em profundidade, materialidades produzidas em um ateliê participativo e a análise de políticas públicas relativas à FIP. Essa abordagem permite revelar como a FIP afeta a produção de subjetividades docentes, reproduz o capacitismo e tensiona futuros normativos em contextos educacionais que, embora busquem ser inclusivos, continuam manifestando contradições estruturais.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Marta Infante, Martín Navarro-Ibañez

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.