Mapas do ‘lobbyismo’ educacional: O caso das corporações espanholas
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.34.9234Palavras-chave:
privatização da educação, mercantilização da educação, indústria global da educação, nova filantropia, lobbyismoResumo
Atualmente, agentes privados não diretamente ligados ao setor da educação, além dos tradicionais (sindicatos, entidades religiosas, organismos supranacionais, etc.), ganharam destaque e participam ativamente da construção de imaginários sociais padronizados sobre a educação. O objetivo deste artigo é identificar esses agentes emergentes e analisar suas estratégias de influência sobre os professores e a opinião pública. Foi realizada uma análise de 22 estudos de caso com os seguintes critérios de inclusão: a) empresas sediadas em Espanha, b) sem ligações diretas ao sector da educação ou a estratégias de marketing ou vendas e c) cujas ações visem explicitamente a formação ou a definição do papel docente. Uma primeira análise desenha uma constelação de programas em que participam empresas pertencentes a setores díspares, como banca, energia, seguros, comunicação, entretenimento, etc. Muitas empresas desenvolvem várias iniciativas e estabelecem sinergias com outras entidades. As estratégias de intervenção foram agrupadas em sete categorias, sendo as mais comuns os programas de formação de professores e a criação de materiais didáticos. É evidente o crescente interesse das empresas em influenciar a educação, redefinindo o papel dos professores. Esse fenômeno, enquadrado em uma nova filantropia, mostra a presença consolidada de grandes corporações no campo da educação.
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