Gênero, sexualidade e biopolítica: Processos de gestão da vida em políticas contemporâneas de inclusão social
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.27.4050Palavras-chave:
gênero, sexualidade, biopolítica, políticas públicas, inclusão socialResumo
Este artigo examina a relação entre gênero, sexualidade e biopolítica para apontar alguns de seus desdobramentos e efeitos nas formas de gestão da vida e de condução da conduta de mulheres e de homens nas chamadas “políticas públicas de inclusão social”. A análise qualitativa articula resultados de um conjunto de estudos desenvolvidos por um grupo de pesquisa no Rio Grande do Sul/Brasil. O aporte teórico advém dos estudos de gênero pós-estruturalistas, dos estudos queere dos estudos foucaultianos. Com esta análise, pode-se concluir que, em nome da inclusão social, as políticas públicas acabam por intervir e regular a vida de determinados sujeitos/grupos a custos mínimos para garantir a diminuição dos riscos sociais e maiores níveis de segurança para a população. Argumenta-se que gênero e sexualidade têm sido mobilizados para criar e fortalecer algumas formas de regulação que devem tornar mulheres e homens capazes de agir sobre si e sobre os outros, mantendo-se participantes e buscando soluções para problemas sociais contemporâneos.