“Somos uma escola de portas abertas”: Fatores institucionais que facilitam a concentração de alunos migrantes em estabelecimentos educativos de Santiago do Chile
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8274Palavras-chave:
segregação escolar, estudantes migrantes, ensino fundamentalResumo
Atualmente, 8% do total de estudantes matriculados no Chile são de origem estrangeira. A maioria frequenta escolas públicas e está concentrada em algumas instituições, geralmente dessa rede. Portanto, observa-se uma tendência à segregação desses alunos, assim como ocorre em outros países. Este trabalho contribui com elementos para a análise de aspectos institucionais que influenciam esse fenômeno. Foi realizado um estudo de caso com três escolas públicas de ensino fundamental localizadas na cidade de Santiago, que em 2018 apresentavam uma alta proporção de estudantes migrantes. A metodologia utilizada foi mista, incluindo a análise de dados sobre a evolução das matrículas e entrevistas com gestores escolares. As escolas analisadas ocupavam uma posição média ou inferior no mercado educacional e vinham enfrentando perda de alunos chilenos. Diante disso, mostraram-se abertas a receber estudantes migrantes, o que permitiu estabilizar suas matrículas e atrair esse perfil de população. Esse processo, no entanto, não está isento de tensões—uma das mais relevantes é o fato de que não recebem os recursos associados à Subvenção Escolar Preferencial (SEP), devido à situação de irregularidade administrativa em que se encontram muitas das famílias desses estudantes.
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