Pandemia, lideranças locais, e respostas educativas: O caso português
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8637Palavras-chave:
pandemia, implementação de políticas educativas, comunidades, desigualdades educativasResumo
Este artigo analisa os impactos da crise pandémica no sistema educativo português, a eficácia das políticas então tomadas para os enfrentar e o modo como os atores locais implementaram as medidas de política nacional. Em Portugal, como em muitos outros países, a adoção de soluções educativas baseadas em plataformas digitais foi a alternativa principal. Globalmente as políticas implementadas pelo governo central mostraram possuir respostas genéricas, pouco adequadas às situações dos alunos e famílias com maiores necessidades materiais ou socioculturais. A resposta à acumulação de diferentes formas de desigualdade, foi construída nas próprias comunidades, tendo as situações de carência sido, sobretudo, resolvidas por municípios, associações comunitárias ou de pais, permitindo minimizar os seus efeitos no acesso à educação. A colaboração entre escolas e comunidades permitiu ainda o desenvolvimento de competências digitais pelos diversos atores educativos e a uma melhor perceção pelas escolas das desigualdades de oportunidade educativas resultante da pandemia, gerando adaptações curriculares e a dinamização de de aulas com metodologias inovadoras e participativas.
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