Trabalho de grupo, notas individuais: Conflito, confiança e racionalização do esforço entre estudantes universitários
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8831Palavras-chave:
sociologia da educação, carreira moral, ensino superior, estratégias dos estudantes, técnicas qualitativasResumo
O trabalho de grupo tem-se generalizado no ensino superior. Embora muita literatura elogie as suas virtudes, há pouca investigação empírica sobre a sua aplicação no quotidiano do ensino universitário. Este artigo tenta colmatar esta lacuna através de uma investigação qualitativa sobre as práticas de trabalho de grupo dos estudantes das licenciaturas em ciências sociais de uma universidade espanhola. A metodologia consistiu em 52 entrevistas semi-estruturadas, 15 grupos triangulares e 5 grupos de discussão. Os resultados mostram que os estudantes do primeiro ano tentam seguir as diretrizes pedagógicas quando realizam trabalhos de grupo. Esta abordagem é de curta duração: rapidamente surgem conflitos sobre os horários das reuniões e a quantidade de esforço a investir. Para os resolver, os alunos organizam-se em grupos de trabalho estáveis, com objectivos de nota semelhantes e mediados por amizades. Gradualmente, a discussão colectiva dá lugar a uma divisão do trabalho em tarefas individuais, a fim de maximizar a economia de esforço. Os nossos resultados questionam se o trabalho em grupo conduz a grandes melhorias na aprendizagem. As políticas universitárias devem procurar alternativas pedagógicas compatíveis com as estratégias credencialistas dos estudantes.
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