Discurso e sujeito na Agenda 2030 para a educação: Implicações para as políticas educacionais no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8921Palavras-chave:
Agenda 2030, educação, discurso, sujeito, políticas educacionaisResumo
O Brasil, assim como outros países da América Latina, tem sofrido pressões no sentido de adequar as políticas educacionais ao que apregoam os organismos internacionais. Dentre eles, citamos a UNESCO, OCDE e Banco Mundial. Tendo como cenário o exposto, este artigo tem como objetivos: levantar os efeitos de sentido que emergem no/do discurso de documentos de agências internacionais influenciadoras de políticas, particularmente a Declaração de Incheon e a Agenda 2030 para a Educação; apontar como tais efeitos se materializam linguisticamente; e discutir de que maneira tais discursos atuam como uma forma de governamentalidade em Educação, forma(ta)ndo subjetividades. A problematização parte de estudos pós-críticos, respaldando-se particularmente nas ferramentas conceituais foucaultianas da fase entendida como arqueogenealógica. Os resultados da análise evidenciam que o discurso dos organismos internacionais está imbuído de interesses ligados ao mercado de trabalho e à formação de capital humano, com destaque para o papel crescente do setor privado na educação pública.
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