O domínio da fonética sintética na política de leitura na Inglaterra
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8942Palavras-chave:
política de leitura, fonética, ciência da leituraResumo
Embora o termo Ciência da Leitura não seja comumente utilizado no Reino Unido, muitos dos elementos presentes nas chamadas “guerras da leitura” nos Estados Unidos também aparecem nos debates travados na Inglaterra e em outras jurisdições. Desde o final dos anos 2000, políticas governamentais sucessivas na Inglaterra alteraram de forma fundamental as práticas tradicionalmente aceitas de ensino da leitura, que antes poderiam ser descritas como uma abordagem equilibrada. De 2008 a 2024, o Departamento de Educação da Inglaterra fortaleceu progressivamente a ideia de que a fonética sintética é a única forma adequada de ensinar a leitura nos anos iniciais, rejeitando argumentos a favor de outras abordagens, apesar dos debates sobre os méritos e resultados dessa política. Neste artigo, focamos na restrição das formas consideradas válidas de ensino da leitura, por meio da análise de textos de políticas públicas e de estudos empíricos já publicados em escolas da Inglaterra. Examinamos a rede de atores—incluindo empresas comerciais—envolvidos na produção e sustentação dessa ortodoxia. Concluímos com uma reflexão sobre o caminho adotado pela Inglaterra em comparação com o de outros países, sugerindo que ele deve ser encarado como um alerta.
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