Escolas para todos? A inclusão educacional de migrantes Venezuelanos nas escolas colombianas
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.34.9354Palavras-chave:
migração, inclusão, acesso, xenofobia, educação de refugiadosResumo
Como principal país receptor de migrantes venezuelanos, a Colômbia incorporou mais de 600 mil crianças e adolescentes venezuelanos (NNA) em seu sistema de educação pública. Embora a maioria das escolas se limite a garantir o acesso, algumas também promovem o senso de pertencimento e a aprendizagem acadêmica inclusiva. Este estudo pergunta: o que explica a variabilidade nas respostas escolares aos NNA migrantes e como algumas escolas conseguem avançar na inclusão para além do acesso? Com base na teoria da construção de sentido, são analisadas 15 escolas públicas em três jurisdições subnacionais por meio de uma abordagem qualitativa comparativa que combina entrevistas e análise documental. Os resultados mostram que, apesar da escassez de recursos e das limitações das diretrizes políticas, algumas escolas desenvolvem práticas inclusivas sustentadas, ativadas pela visibilidade da migração e graças às crenças positivas que os atores escolares têm sobre os migrantes, suas experiências prévias de inclusão e liderança escolar ativa. O estudo fornece evidências sobre os processos pelos quais as escolas interpretam e implementam políticas em contextos de crise e oferece implicações relevantes para a formulação de políticas educacionais mais sensíveis à diversidade.
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