Inteligência artificial na educação básica da Amazônia: Demandas, parcerias e desconfianças
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.34.9715Palavras-chave:
inteligência artificial, educação pública, tecnologias digitais, educação básica, gestão escolar, política educacionalResumo
Este artigo discute a presença da inteligência artificial na rede pública de educação básica no segundo maior estado brasileiro na Amazônia legal. A pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, buscou investigar os desafios e as compreensões relacionadas à adoção dessas tecnologias para a gestão educacional e em práticas pedagógicas no estado do Pará. Foram realizadas entrevistas com gestores, professores, coordenadores de núcleos de tecnologia educacional, representantes de startups e da Secretaria de Educação. Também foram visitadas vinte escolas públicas e estudados documentos. A análise de conteúdo sugere que, com exceção dos docentes, os participantes tandem a enfatizar os benefícios que seriam proporcionados por essas tecnologias, atribuindo pouca relevância às questões educacionais em um território multicultural. Os achados também indicam uma demanda por essas tecnologias, justificada pela intenção de combater desigualdades educacionais, e a desconfiança de professores quanto à sua efetividade e às possíveis consequências de seu uso.
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