As diferentes interpretações municipais de justiça para famílias que não participam dos regimes locais de escolha escolar
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.34.9842Palavras-chave:
escolha escolar, alocação escolar, competição, quase-mercados, justiçaResumo
O objetivo deste artigo é explorar as diferenças na forma como servidores públicos na Suécia organizam e justificam suas políticas voltadas às famílias que não fazem uma escolha escolar. O estudo se apoia em teorias que compreendem a competição como uma construção social, bem como em diferentes noções de justiça na educação. Apresentamos estatísticas descritivas de um amplo conjunto de dados quantitativos e realizamos uma análise qualitativa de conteúdo de entrevistas com servidores públicos para estudar as políticas de escolha escolar na Suécia, país amplamente conhecido por suas políticas educacionais orientadas ao consumidor e ao mercado ao longo dos últimos 35 anos. Identificamos que os municípios que organizam processos obrigatórios de escolha escolar apresentam tanto políticas distintas quanto justificativas diferentes em relação às famílias que, apesar de campanhas informativas e de outras iniciativas, não realizam ou se recusam a fazer uma escolha escolar ativa. O estudo oferece uma contribuição empírica à relação previamente teorizada entre escolha e competição e proporciona uma compreensão mais nuançada das diferenças na forma como autoridades locais organizam e justificam políticas de alocação em seus regimes de escolha escolar. Além disso, levantamos a questão de saber se amplas diferenças localizadas no tratamento dado às famílias são justificáveis em um sistema educacional que defende explicitamente uma agenda de igualdade de tratamento e de educação igualmente boa para todos, independentemente do contexto familiar dos estudantes.
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