Acadêmicas universitárias e condicionantes de gênero para a permanência e promoção no Sistema Nacional de Pesquisadoras e Pesquisadores
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.34.9774Palavras-chave:
trabalho das mulheres, estudos sobre ensino superior, condições de trabalho, Sistema Nacional de Pesquisadoras e PesquisadoresResumo
O artigo examina a situação das acadêmicas no Sistema Nacional de Pesquisadoras e Pesquisadores (SNII), destacando que, embora sua participação tenha aumentado, persistem desigualdades estruturais. As mulheres acadêmicas enfrentam sobrecarga de trabalho doméstico e docente que limita suas atividades de pesquisa, além de terem menor acesso a redes profissionais e a cargos estáveis, reproduzindo assim as desigualdades de gênero na academia. O estudo adotou uma abordagem quantitativa, com delineamento não experimental e transversal, de caráter descritivo e correlacional, o que permitiu caracterizar as condições de trabalho e pessoais das pesquisadoras e explorar associações com seu reconhecimento no SNII. O questionário aplicado foi uma adaptação contextualizada do projeto internacional Academic Profession in the Knowledge-Based Society (APIKS), distribuído de forma digital e analisado com o software SPSS. A população foi composta por 539 acadêmicos vinculados ao SNII na Universidade de Sonora, dos quais se obteve uma amostra probabilística estratificada de 244 participantes, considerando sexo e nível de vinculação. O estudo conclui que a superação dessas desigualdades exige políticas institucionais com perspectiva de gênero, bem como o fortalecimento do capital social e das redes de apoio para consolidar comunidades acadêmicas mais inclusivas e equitativas.
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