Negociando a censura curricular: Uma análise de enquadramento de dois casos em escolas católicas
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8599Palavras-chave:
censura curricular, proibição de livros, análise de enquadramento, escolas religiosas privadasResumo
No cenário educacional atual, em que a censura vem sendo cada vez mais usada para controlar e homogeneizar ideologias, é fundamental examinar como as políticas de censura estão sendo formuladas e posteriormente negociadas. Este artigo utiliza a análise de enquadramento para investigar dois casos de censura de livros em escolas católicas, explorando como atores internos (por exemplo, administradores, estudantes, famílias, ex-alunos) e externos (por exemplo, veículos de imprensa, público em geral) tentaram estabelecer a relevância de seu enquadramento ao reagirem à remoção de um determinado texto. A análise revela que os líderes educacionais enfrentam desafios para conciliar as expectativas institucionais com os valores da comunidade local, mas, nesses casos, foram as vozes dos atores internos da comunidade que moldaram o discurso e os resultados. Por meio dessa análise, o artigo contribui com uma compreensão mais aprofundada da censura em ambientes educacionais, questionando a suposição de que escolas religiosas privadas são, por natureza, espaços de censura, e enfatiza o valor das perspectivas comunitárias na compreensão do fenômeno.
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