Repensando o ensino da escrita nas universidades públicas argentinas: Rumo a uma abordagem inclusiva
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8741Palavras-chave:
ensino da escrita, letramento acadêmico, acesso ao ensino superior, educação superior, ArgentinaResumo
A massificação do ensino superior na Argentina coloca as universidades públicas diante de um dilema político: como sustentar seu compromisso com o acesso livre e irrestrito sem ignorar os efeitos excludentes da cultura linguística dominante, que tendem a afetar mais os setores menos privilegiados? A questão é dirigida principalmente aos docentes de disciplinas que têm a função de fortalecer a leitura e escrita na transição ao primeiro ano universitário. Esta pesquisa qualitativa investiga as perspectivas de coordenadores e docentes de disciplinas de redação que são pré-requisito para acessar a graduação em três universidades públicas da região metropolitana de Buenos Aires. Duas conclusões se destacam: primeiro, visões contrastantes sobre a “maturidade acadêmica” dos alunos, por um lado vista como um atributo individual necessário para o êxito universitário e, por outro, como uma responsabilidade institucional para garantir a inclusão. Em segundo lugar, o ativismo dos professores-pesquisadores de escrita surge como uma condição necessária para transcender uma abordagem remediativa ao ensino da escrita e desenvolver programas e pedagogias inclusivos. Esta pesquisa ressalta a importância de reexaminar a estrutura e o propósito do ensino da escrita no ingresso na universidade, de fortalecer a colaboração entre ensino médio e universidade e de promover colaborações intrauniversitárias para expandir e manter o apoio à escrita.
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