Acesso à ensino superior no México, precariedade e desigualdade de gênero no mercado de trabalho juvenil
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.34.9394Palavras-chave:
ensino superior, juventude, precariedade laboral, desigualdade de gênero, mercado de trabalho, credencialismoResumo
Este artigo analisa a evolução do acesso à ensino superior entre a juventude mexicana e suas implicações para a situação laboral dessa população entre 1998 e 2023. Com base em uma metodologia quantitativa fundamentada em dados da Encuesta Nacional de Empleo (ENE) e da Encuesta Nacional de Ocupación y Empleo (ENOE), observa-se um aumento sustentado da escolaridade juvenil, especialmente entre as mulheres, cuja participação na educação superior já supera a dos homens. No entanto, essa conquista educacional não se traduziu em uma melhoria substantiva das condições de trabalho. Persiste uma elevada precarização do emprego juvenil, caracterizada por baixos salários, instabilidade contratual, longas jornadas de trabalho e desemprego, com ênfase especial na discriminação de gênero. Com apoio nas teorias do credencialismo e da empregabilidade, a análise revela como a expansão educacional não garantiu empregos dignos e como operam estruturas de desigualdade na interseção entre educação, gênero e trabalho. Apesar dos avanços na cobertura educacional, o artigo conclui que a ensino superior, por si só, não é suficiente para reverter a precariedade nem as desigualdades estruturais do mercado de trabalho mexicano.
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