Configurações do ensino de ciências em contextos urbanos: Um estudo de casos múltiplos em escolas peruanas
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.34.9616Palavras-chave:
estilos de ensino, formação docente, recursos de ensino, autonomia docente, política educacionalResumo
Embora a efetividade dos estilos de ensino das ciências (EEC) tenha sido objeto de numerosos estudos, os fatores que condicionam sua implementação eficaz têm recebido escassa atenção. O presente estudo aborda essa lacuna por meio de um delineamento de casos múltiplos realizado no Peru, com o duplo objetivo de identificar os fatores que incidem na adoção de um determinado EEC e de construir, a partir de sua combinação, uma tipologia escolar. Foram selecionadas nove escolas de acordo com seu nível socioeconômico e tipo de gestão, e realizaram-se entrevistas semiestruturadas com diferentes atores educacionais. A análise qualitativa permitiu identificar três fatores transversais: os recursos, a formação docente e a autonomia escolar. Com base neles, construiu-se uma tipologia de quatro configurações do ensino de ciências, centradas em 1) a transmissão básica, 2) a preparação para exames, 3) o currículo oficial e 4) a indagação-aplicação. Embora as duas primeiras se orientem para um EEC específico e as duas últimas combinem estilos, os dados não sustentam uma dicotomia rígida. Conclui-se que a adoção de um EEC depende de condições estruturais e normativas, razão pela qual se recomenda revisar as políticas educacionais a fim de fortalecer a coerência curricular e as condições que favorecem um ensino científico de maior qualidade.
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