O desenvolvimento das habilidades socioemocionais nos discursos e propostas dos organismos internacionais: Estratégia de “reconversão” ou de regulação social?
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8725Palavras-chave:
educação emocional, habilidades socioemocionais, organismos internacionais, crise de aprendizagem, processos de individualizaçãoResumo
Os organismos internacionais desempenham um papel fundamental na definição de diretrizes para a educação global. Seus documentos são referências essenciais para analisar temas recorrentes nas agendas governamentais latino-americanas, entre os quais o aprendizado socioemocional tem destaque, especialmente após a pandemia. Essas iniciativas promovem o desenvolvimento de habilidades socioemocionais entre os atores escolares como parte das estratégias de reforma dos sistemas e superação da “crise de aprendizagem”. Neste artigo, por meio de análise documental, são examinadas as principais publicações do Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que incorporaram essa abordagem em propostas de ensino, formação docente e avaliação da qualidade. Argumenta-se que as iniciativas centradas no bem-estar emocional refletem formas de regulação social associadas aos processos de individualização típicos da racionalidade neoliberal, articulando emoções com a ideia de autorregulação e produtividade dos sujeitos.
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