Conselho Nacional de Educação 2024: Composição dos novos membros e suas redes de relações
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.34.9083Palavras-chave:
Conselho Nacional de Educação, educação pública, Governo Lula, Portaria nº 609, think tanksResumo
Este artigo objetiva analisar a composição do Conselho Nacional de Educação [CNE] feita no ano de 2024, pelo governo Lula da Silva, evidenciando as parcerias e os possíveis interesses dos nomeados. De natureza qualitativa e crítico-documental, fundamenta as análises em diálogo com as obras de Caio Prado Júnior e Florestan Fernandes. As fontes são compostas por documentos oficiais disponíveis no site do Ministério da Educação [MEC], os currículos dos novos conselheiros nomeados, que revelam essas relações e à Portaria nº 609/2024, que divulgou as entidades responsáveis pela indicação de nomes ao MEC. Também foram consideradas notícias relacionadas aos conselheiros e às entidades investigadas, além dos sites oficiais de instituições como a Fundação Lemann, a Fundação Roberto Marinho e a Parceiros da Educação. Os resultados indicaram que a maioria dos conselheiros nomeados em 2024 têm relações com instituições e entidades privadas, revelando um panorama complexo da educação brasileira, em que os novos conselheiros desempenham um papel consultivo e atuam como agentes de influência em políticas que priorizam os interesses da classe dominante. Conclui que é fundamental que futuras pesquisas explorem essas redes de relações entre entidades privadas e conselheiros nomeados ao CNE, a fim de identificar suas interferências na educação brasileira.
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