Quando os dados falam, quais questões são silenciadas? Evidências, estatísticas e currículo
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.9195Palavras-chave:
desconstrução, estatística educacional, incerteza, política de currículoResumo
Este artigo traz uma discussão que opera na tensão entre a filosofia desconstrucionista—centrada no acontecimento como ruptura de significados estáveis—e as práticas estatísticas em educação, que buscam padronizar dados e suprimir incertezas. Argumenta-se que a estatísticma, como ferramenta de desenho curricular, reduz complexidades sociais a padrões homogêneos, invisibilizando a alteridade e a adversidade, bem como negligenciando a contingência e a imprevisibilidade acontecimental nas políticas educacionais e curriculares. Defende-se que a indecidibilidade do acontecimento desloca a pretensão de neutralidade dos dados na descrição da realidade, expondo o apagamento da incerteza como efeito de poder. Combinando revisão interdisciplinar (filosofia, estatística, estudos curriculares) e interpretação de políticas baseada nas evidências, o texto defende que a desconstrução permite repensar avaliações educacionais e seus efeitos sobre o currículo. Esse argumento se associa à defesa de modelos híbridos para a política educacional que integram rigor quantitativo, ao mesmo tempo em que reconhecem a incerteza não como uma falha, mas como uma condição ontológica da educação e do currículo, contribuindo assim para um debate mais crítico e democrático na área.
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