Adequação e inexistência de docentes das áreas de matemática e língua portuguesa no ensino médio: Diferenças entre Unidade da Federação
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8231Palavras-chave:
formação de professores, escassez de professores, qualidade da educação, modelo estatísticoResumo
Parte da literatura identifica que o conhecimento dos professores sobre a matéria que lecionam afeta a proficiência dos alunos. Este texto ajusta uma regressão linear múltipla com o desempenho no Saeb (2019) para o ensino médio em língua portuguesa e matemática como variável dependente. Como variáveis independentes são utilizadas a proporção de professores com os diferentes níveis de adequação e a proporção de turmas sem professores nessas disciplinas. A unidade de análise é a Unidade da Federação (UF), enquanto o nível socioeconômico médio dos estudantes das escolas públicas é utilizado como controle. Em um primeiro passo, é ajustada uma regressão linear para cada variável dependente. Nessa etapa, considerando-se os modelos individuais, o nível socioeconômico médio dos alunos das escolas estaduais da UF e a inexistência de professores da disciplina são estatisticamente significativos para as duas disciplinas e respondem pelos dois maiores valores de R². Consoante outros estudos, a [in]adequação da formação dos docentes não aparece como estatisticamente significativa nos modelos completos; já a ausência de professor na sala de aula mostrou-se estatisticamente significativa na disciplina de língua portuguesa.
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