Atores públicos e privados e redes de implementação de políticas educacionais durante a pandemia de COVID-19: A experiência de Minas Gerais/Brasil
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.33.8661Palavras-chave:
atores privados, implementação de políticas educacionais, pandemia de COVID-19, tecnologias, redes de políticas educacionaisResumo
Este artigo analisa, a partir da formulação e implementação do Regime Especial de Atividades Não Presenciais (Reanp), as controvérsias desses processos e as associações e traduções de atores públicos, privados e tecnológicos durante a pandemia da COVID-19. Para rastrear os atores e compreender suas conexões, foram considerados aproximadamente seis mil comentários postados em ambientes virtuais (Google Play Store e Facebook) e 37 entrevistas com profissionais da educação, membros da Secretaria de Estado da Educação (SEE/MG) e escolas estaduais. O estudo demonstra que as redes sociotécnicas foram moldadas pela dependência de tecnologias amplamente disponibilizadas por empresas privadas. A implementação do Reanp foi desarticulada e a agência de atores privados foi ampliada, sem que a SEE/MG e os burocratas escolares se apropriassem adequadamente de seu conteúdo e o implementassem de forma eficaz. As relações observadas por meio da Reanp permitem compreender como ocorreu um processo de intensificação das interações virtuais, com a mobilização das funcionalidades dos dispositivos para se tornarem ferramentas indispensáveis de trabalho, gerando uma lógica de dependência em relação às corporações privadas mobilizadas pela rede, como Meta e Alphabet, reforçando a plataformização da educação, que já estava em curso antes da pandemia.
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